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Brincando com terra

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pisando a massa para o reboco

Brincando com Terra, é uma atividade proposta pela Oficina Casa do Alto que vem gerar reflexões relacionados ao meio ambiente, sustentabilidade e preservação do patrimônio edificado. Um trabalho voltado as crianças estimulando a cidadania ambiental e a cultura da sustentabilidade, dando um novo significado as práticas cotidianas. Assim, esta proposta, foi idealizada para que através de seu desenvolvimento se torna-se possível a conscientização, a valorização e o resgate do patrimônio imaterial, especificamente as técnicas construtivas com terra.

Sistemas Agroflorestais e Agrofloresta

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Muitas vezes conhecemos e observamos as propriedades rurais a partir de uma clara divisão de ambientes distintos. Assim, em uma fazenda ou sítio, além de visualizarmos as construções, que envolvem as casas, galpões, viveiros, galinheiros, pocilgas, estábulos, currais, cercas, entre outros, também claramente identificamos as divisões do uso da terra em pasto, horta, pomar, bananeiral, roça de plantio, área de reflorestamento, reserva florestal, entre outros, além dos açudes, lagos, nascentes e riachos. No modelo de agricultura convencional, cada espécie de planta cultivada ou silvestre geralmente fica confinada aos usos de um ou mais dos ambientes citados acima. Assim, em geral o milho vai na roça de plantio, mas não vai no pomar, a árvore de madeira de lei não vai na horta e a bananeira não vai na reserva florestal. Com sistemas agroflorestais, e mais especificamente com a agrofloresta, isso fica um pouco diferente.

Sistema Agroflorestal

O termo Sistemas Agroflorestais (SAFs) é bem abrangente e envolve “formas de uso e manejo da terra, nas quais árvores ou arbustos são utilizados em associação com cultivos agrícolas e/ou com animais, numa mesma área, de maneira simultânea ou numa seqüência temporal” (DUBOIS, 1996). Com isso, a inserção do elemento “árvore” nos cultivos agrícolas ou em meio às criações animais de certo modo já representa Sistemas Agroflorestais. Estes passam então a ser classificado de diversas maneiras. Quanto aos elementos, os SAFs classificam-se em Agrossilviculturais (espécies agrícolas anuais + árvores), Silvopastoris (árvores + criações animais) ou Agrossilvopastoris (espécies agrícolas anuais + árvores + criações animais).

Quanto à estrutura espacial e temporal, os SAFs ainda classificam-se em Consórcios Florestais (plantio de poucas espécies de árvores, geralmente em linhas, em meio a pastos ou a cultivos de espécies agrícolas anuías), Quintais Agroflorestais ou Quintais Produtivos (árvores, geralmente fruteiras para fornecimento de alimentos, plantadas nas proximidades das residências de maneira mais densa ou mais espaçada, como nos pomares), Cercas Vivas (uso de árvores para delimitar áreas, geralmente linhas adensadas de espécies com densa folhagem ou com espinhos), Quebra-Ventos (parecido com as cercas vivas, porém com propósito específico de diminuir a força e velocidade do vento), Curvas de Contenção (linhas de árvores plantadas em curvas de nível, com propósito de conter erosão do solo) ou Agrofloresta (plantio mais denso de espécies cultivadas anuais e florestais junto com espécies silvestres, seguindo um padrão que imita a sucessão natural das florestas nativas do lugar). Todas essas modalidades de SAFs podem ser utilizadas, e geralmente são, nos designs permaculturais.

Mas por que inserir árvores nas cercas, no meio da pastagem ou da roça de plantio? Os elementos arbóreos e arbustivos estão presentes na maior parte dos ecossistemas naturais terrestres, sobretudo nos tropicais. Árvores nos sistemas vivos cultivados aproximam sua estrutura daquela dos sistemas naturais, aumentando sua estabilidade. Além disso, as árvores protegem o solo das forças erosivas da natureza, abrigam boa parte da fauna silvestre, estocam e reciclam carbono, energia (nas ligações entre carbonos) e nutrientes minerais importantes para a regulação climática e para sustentabilidade e produção de qualquer sistema vivo, seja ele natural ou cultivado. Esse estoque é também de recursos que podem ser diretamente convertidos em divisas, como madeira, por exemplo. Madeiras de lei nas propriedades rurais são como uma “caderneta de poupança” natural para o agricultor, lembrando-se, claro, nesse caso, de que se deve sempre plantar e cultivar mais árvores do que se pretende cortar um dia.

Ufa! Mas, esse negócio de árvores no meio das lavouras e dos bichos está ficando um troço complicado! Sim e não ao mesmo tempo. Sim porque o cultivo e/ou a criação de espécies diferentes de plantas e animais no mesmo espaço torna a área de produção mais complexa. Não, porque essa inserção das árvores pode ser feita de maneira simples, ou seja, pode ficar mais complexo, mas não necessariamente vai ser mais complicado. É uma questão de conhecer e praticar o manejo dos SAFs, com o tempo passa a ser como andar de bicicleta.

Mario Eduardo Fraga da Silva
Eng. Agrônomo, Ecólogo
Permacultor e Agrofloresteiro

(Texto extraído do Site do IPC http://www.permaculturaceara.org/pt/textos/37-sistemas-agroflorestais-e-agrofloresta )

A Casa do Alto participa da Semana do meio ambiente do SESC – Crato

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Cartaz da Semana do Meio Ambiente

A Oficina Casa do Alto marcou presença na III Semana SESC de Conscientização Ambiental, que tem como tema: Meio Ambiente, Sociedade e Desenvolvimento, e será realizado de 18 à 20 de Maio de 2011. O pessoal da Casa produziu Kits para serem distribuídos entre os participantes. Os kits são formados por uma sacola contendo um saquinho com composto orgânico e sementes de flores do campo. Mantendo o compromisso de gerar e incentivar a sustentabilidade, todos os elementos que

Sacolinhas do Kit

compõe o kit é feito de material reutilizado. As sacolinhas são feitas artesanalmente com papel doado pela gráfica Carimbos União em Juazeiro. O papel é de sobras de outros trabalhos que muitas vezes vão para no lixo.  Os saquinhos de composto são dos pacotinhos de 1k de arroz. O composto é produzido a partir do lixo orgânico da Casa que é processado até ficar no ponto. As sementes são obtidas no nosso jardim, após colhidas são armazenadas no banco de sementes.  Essa ação é  parte do GIRAE – Gestão Integrada de Resíduos, Águas e Espaços uma iniciativa do Grupo de Trabalho Sustentabilidade da Casa do Alto. Uma solução integrativa com práticas socioculturais e ambientais conjuntamente com os moradores, visitantes e interessados no processo.

Quem é a Casa do Alto

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Oficina Casa do Alto…

O que é?

Organização não governamental que pensa, promove, realiza e articula atividades e ações socioculturais e ambientais com o fim de gerar autonomia e desenvolvimento humano. Finalidade A Associação Oficina Casa do Alto, tem por finalidade promover o bem estar e a ligação do homem com uma nova forma de vida, forma essa que possibilite uma relação de proteção e intimidade com o meio, em que vivem, proporcionando-lhes conhecimento e compreensão de si e das atividades desempenhadas.