Arquivo mensal: novembro 2011

Rumo aos Museus

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Projeto Rumo aos Museus

Chega ao final a edição de 2011 do projeto Rumo aos Museus. O projeto é uma iniciativa da Oficina Casa do Ato, selecionado pelo edital do Centro Cultural Banco do Nordeste – Cariri, para o programa Novas Idéias.

Com o intuito de estabelecer uma proposta de educação patrimonial, o projeto levou uma média de 50 pessoas por roteiro para conhecer os museus da região do Cariri. Foram seis roteiros contemplando locais como a Fundação Casa Grande, o complexo museológico da Colina do Horto, Museu de Paleontologia da URCA, entre outros. Infelizmente com a reforma dos museus do Crato ficou inviável a visita dos mesmos, então foi acrescentado o Museu do Gonzagão em Exú-PE.

Para saber mais informações e conferir fotos e vídeos dos roteiros visite o blog do projeto: www.rumoaosmuseus.worpress.com

Brincando com terra

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pisando a massa para o reboco

Brincando com Terra, é uma atividade proposta pela Oficina Casa do Alto que vem gerar reflexões relacionados ao meio ambiente, sustentabilidade e preservação do patrimônio edificado. Um trabalho voltado as crianças estimulando a cidadania ambiental e a cultura da sustentabilidade, dando um novo significado as práticas cotidianas. Assim, esta proposta, foi idealizada para que através de seu desenvolvimento se torna-se possível a conscientização, a valorização e o resgate do patrimônio imaterial, especificamente as técnicas construtivas com terra.

Sustentabilidade e cuidado: um caminho a seguir

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Há muitos anos, venho trabalhando sobre a crise de civilização que se abateu perigosamente sobre a humanidade. Não me contentei com a análise estrutural de suas causas, mas, através de inúmeros escritos, tratei de trabalhar positivamente as saidas possíveis em termos de valores e princípios que confiram real sustentatibilidade ao mundo que deverá vir. Ajudou-me muito, minha participação na elaboração da Carta da Terra, a meu ver, um dos documentos mais inspiradores para a presente crise. Esta afirma:”o destino comum nos conclama a buscar um novo começo. Isto requer uma mudança na mente e no coração.

Canteiro de Pneus

Requer um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade universal”. Dois valores, entre outros, considero axiais, para esse novo começo: a sustentabilidade e o cuidado. A sustentabilidade, significa o uso racional dos recursos escassos da Terra, sem prejudicar o capital natural, mantido em condições de sua reprodução, em vista ainda ao atendimento das necessidades das gerações futuras que também têm direito a um planeta habitável. Trata-se de uma diligência que envolve um tipo de economia respeitadora dos limites de cada ecossistema e da própria Terra, de uma sociedade que busca a equidade e a justiça social mundial e de um meio ambiente suficientemente preservado para atender as demandas humanas. Como se pode inferir, a sustentabilidadae alcança a sociedade, a política, a cultura, a arte, a natureza, o planeta e a vida de cada pessoa. Fundamentalmente importa garantir as condições físico-químicas e ecológicas que sustentam a produção e a reprodução da vida e da civilização. O que, na verdade, estamos constatando, com clareza crescente, é que o nosso estilo de vida, hoje mundializado, não possui suficiente sustentabildade. É demasiado hostil à vida e deixa de fora grande parte da humanidade. Reina uma perversa injustiça social mundial com suas terríveis sequelas, fato geralmente esquecido quando se aborda o tema do aquecimento global. A outra categoria, tão importante quanto a da sustentabilidade, é o cuidado, sobre o qual temos escrito vários estudos. O cuidado representa uma relação amorosa, respeitosa e não agressiva para com a realidade e por isso não destrutiva. Ela pressupõe que os seres humanos são parte da natureza e membros da comunidade biótica e cósmica com a responsabilidade de protege-la, regenerá-la e cuidá-la. Mais que uma técnica, o cuidado é uma arte, um paradigma novo de relacionamento para com a natureza, para com a Terra e para com os humanos. Se a sustentabilidade representa o lado mais objetivo, ambiental, econômico e social da gestão dos bens naturais e de sua distribuição, o cuidado denota mais seu lado subjetivo: as atitudes, os valores éticos e espirituais que acompanham todo esse processo sem os quais a própria sustentabilidade não acontece ou não se garante a médio e longo prazo. Sustentabilidade e cuidado devem ser assumidos conjutamente para impedir que a crise se transforme em tragédia e para conferir eficácia às praticas que visam a fundar um novo paradigma de convivência ser-humano-vida-Terra. A crise atual, com as severas ameaças que globalmente pesam sobre todos, coloca uma improstergável indagação filosófica: que tipo de seres somos, ora capazes de depredar a natureza e de por em risco a própria sobrevivência como espécie e ora de cuidar e de responsabilizar-nos pelo futuro comum? Qual, enfim, é nosso lugar na Terra e qual é a nossa missão? Não seria a de sermos os guardiães e e os cuidadores dessa herança sagrada que o Universo e Deus nos entregaram que é esse Planeta, vivo, que se autoregula, de cujo útero todos nós nascemos? É aqui que, novamente, se recorre ao cuidado como uma possível definição operativa e essencial do ser humano. Ele inclui um certo modo de estar-no-mundo-com-os-outros e uma determinada práxis, preservadora da natureza. Não sem razão, uma tradição filosófica que nos vem da antiguidade e que culmina em Heidegger e em Winnicott defina a natureza do ser humano como um ser de cuidado. Sem o cuidado essencial ele não estaria aqui nem o mundo que o rodeia. Sustentabilidade e cuidado, juntos, nos mostram um caminho a seguir.

Leonardo Boff Teólogo/Filósofo

Programação Cine Clube Zé Sozinho – Sessão Curumim / novembro

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Títulos da Programadora

Dia 09/nov/011

08h Sessão Currumim: Gilda e Gilberto. (Brasil, 2003). Gilda uma águia criada entre galinhas, acredita ser uma delas e se esforça para se comportar como tal. Apreensiva e cheia de medos, Gilda é incentivada por seu amigo, o pintinho intelectual Gilberto, a descobrir sua verdadeira identidade. Cor. Animação. LIvre. 8 mim.

08h10 Sessão Currumim: Bartô. (Brasil, 2006) – Depois de finalmente encontrar uma árvore que lhe oferece sompbra, o bode Bartô tem de encarar um lenhador decido a cortá-la. Cor. Animaçao. Livre. 7 Min.

Dia 16/nov/011

08h Sessão Currumim: A bruxinha Lili (Brasil, 2008). Era uma vez uma bruxinha muito, muuuito, mas muuuuito curiosa mesmo! Lile é uma crianca feliz, ávida por descobrir os “porquês” de tudo. Cor. Animação. Livre. 6 mim.

08h10 Sessão Currumim: O vento. (Brasil, 2003/2005). Por causa do vento, uma menina perde seu chápeu, um menino sua pipa e uma idosa seu xale. No reencontro com seus objetos, surge um boa amizade. Cor. Animação. Livre. 4 mim.

Dia 23/nov/011

08h Sessão Currumim: O povo atrás do muro. (Brasil, 2007). Um povo descobre que não é o único habitante de seu pequeno planeta. Cor. Animação. Livre. 7 mim.

08h10 Sessão Currumim: O Veado e a Onça. (Brasil, 2006). Para ter um pouco de sossego, um veado resolve construir uma casa. Mas a onça pintada tec a mesma idéia e decide que aquela vai ser sua morada. Uma história do folclore brasileiro que fala sobre a dificuldade do convívio entre os inimigos. Cor. Animação. Livre. 13 mim.

Dia 30/nov/011

08h Sessão Currumim: Docinhos. (Brasil, 2002). Balões, apitos e línguas-de-sogra. Por trás de tudo isso uma história de amor impossível entre dois doces de aniversário. Cor. Animação. Livre. 8 mim.

08h10 Sessão Currumim: Calango! (Brasil, 2007). Um esfomeado calango decide que um grilo será sua próxima refeição… Mas as coisas não serão tão simples quanto ele imagina. Cor. Animação. Livre. 8 mim.

Local: Centro Cultural Raimundo de Oliveira Borges – Caririaçu
Horário: 08h
Produção: Oficina Casa do Alto